FALA CIDADÃO: ENVENENAMENTO DE CÃES E GATOS É REGISTRADO NO BAIRRO TRIÂNGULO E ACENDE ALERTA SANITÁRIO EM CARANGOLA
3 de março de 2026
Moradores do Bairro Triângulo, nas ruas São José e Batista Martins, relatam uma sequência de envenenamentos de animais domésticos desde o dia 1º de fevereiro de 2026. Até 27 de fevereiro, foram contabilizadas 11 mortes, sendo oito gatos e três cães, supostamente vítimas de ingestão de substância conhecida como “chumbinho”.
De acordo com as informações apuradas, os animais teriam sido intoxicados por raticida agrícola à base de carbamato, produto cuja comercialização é proibida no Brasil para uso doméstico. A substância, popularmente chamada de chumbinho, não possui registro autorizado para venda fracionada e seu comércio irregular é considerado crime.
Risco à saúde pública
Além de configurar maus-tratos a animais, o uso do veneno em vias públicas representa risco à população. Por ser altamente tóxico, o contato ou ingestão acidental pode causar intoxicação grave em seres humanos, especialmente crianças e idosos.
A comercialização irregular desse tipo de produto pode se enquadrar no Artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão.
Enquadramento na Lei de Crimes Ambientais
O envenenamento de animais é crime previsto na Lei 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. A norma foi alterada pela Lei 14.064/2020, que aumentou as penas para casos de maus-tratos contra cães e gatos.
Nessas situações, a penalidade pode variar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda. A pena pode ser agravada quando há morte do animal.
Providências esperadas
Diante da gravidade dos fatos, moradores cobram providências das autoridades competentes. À Polícia Militar cabe o registro do fato intensificação de rondas na região, e à Policia Civil cabe a apuração do caso, com coleta de imagens de câmeras de segurança.
Já à administração municipal e à Vigilância Sanitária compete fiscalizar possíveis pontos de venda irregular do produto e adotar medidas de limpeza e descontaminação das áreas afetadas, reduzindo o risco de novas ocorrências.
Especialistas também reforçam que o controle populacional de animais deve ocorrer por meio de políticas públicas de castração e manejo adequado, e não por práticas de extermínio, que além de ilegais, oferecem riscos à saúde coletiva.
O caso segue sob atenção da comunidade local, que aguarda a identificação dos responsáveis e a adoção de medidas preventivas.
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