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FALA CIDADÃO: PACIENTES DENUNCIAM FALTA DE ALIMENTAÇÃO, BANHO FRIO E AUSÊNCIA DE COBERTORES NO PRONTO-SOCORRO DA CASA DE CARIDADE DE CARANGOLA DURANTE INTERNAÇÃO TEMPORÁRIA AGUARDANDO VAGAS NOS QUARTOS; DEPUTADOS QUE ENVIAM EMENDAS DE RECURSOS FINANCEIROS À CASA DE CARIDADE SÃO ACIONADOS

7 de julho de 2026

Uma situação considerada preocupante por pacientes e familiares tem gerado indignação em Carangola e em diversos municípios da região atendidos pela Casa de Caridade. Segundo relatos encaminhados à reportagem, pacientes que permanecem internados temporariamente no Pronto-Socorro, aguardando transferência para enfermarias por dois, três e até quatro dias, deixaram de receber alimentação fornecida pelo hospital.

De acordo com as informações recebidas, durante muitos anos a instituição fornecia café da manhã, almoço e jantar aos pacientes que permaneciam por mais de 24 horas no setor de observação enquanto aguardavam a disponibilidade de leitos para internação. No entanto, conforme os relatos, esse atendimento teria sido interrompido há alguns meses, sem que houvesse comunicado oficial explicando os motivos da mudança.

A consequência, segundo familiares, é dramática. Muitos pacientes permanecem debilitados, enfrentando doenças e aguardando dias sobre macas no Pronto-Socorro, sem receber qualquer refeição da unidade hospitalar. A situação se agrava quando os pacientes são pessoas em condição de vulnerabilidade social ou moradores de cidades distantes, cujos familiares não conseguem permanecer em Carangola ou custear alimentação diariamente.

A Casa de Caridade é referência hospitalar para Carangola e diversos municípios da região, como Faria Lemos, Tombos, Fervedouro, Divino, Orizânia, Caparaó, Espera Feliz, Caiana, Pedra Dourada e outras cidades, recebendo pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em muitos casos, os familiares enfrentam dificuldades financeiras e não possuem condições de se deslocar constantemente até o hospital para levar alimentação.

Outro problema apontado por pacientes refere-se ao banho no Pronto-Socorro. Segundo os relatos recebidos, o chuveiro do P.S. permaneceu durante vários dias fornecendo apenas água fria, obrigando pacientes, inclusive idosos e pessoas debilitadas, a tomarem banho gelado caso desejassem realizar sua higiene pessoal. Outros ainda relatam que o pronto-socorro não fornece cobertores aos pacientes, tendo as famílias que levarem de casa, ou o paciente fica sentindo frio.

A situação chama ainda mais atenção diante do fato de que a Casa de Caridade recebe recursos públicos estaduais e federais ordinários, além de outros recursos provenientes de emendas parlamentares estaduais e federais destinadas ao custeio da instituição. Ao longo dos últimos anos, deputados estaduais, deputados federais e senadores destinaram milhões de reais à entidade, recursos oriundos dos impostos pagos pela população para contribuir com a manutenção dos serviços de saúde.

Diante desse cenário, torna-se necessário que parlamentares responsáveis pelo encaminhamento dessas verbas acompanhem de perto a aplicação dos recursos e promovam diálogo com a direção da instituição para buscar soluções que garantam atendimento digno aos pacientes.

Também é importante que as Secretarias Municipais de Saúde de Carangola e dos municípios pactuados acompanhem a situação, uma vez que centenas de pacientes da microrregião dependem diariamente dos serviços prestados pela Casa de Caridade.

Especialistas em gestão hospitalar destacam que a permanência prolongada de pacientes em unidades de pronto atendimento exige atenção especial quanto às condições de acolhimento, incluindo alimentação adequada, higiene e conforto mínimo, fatores que contribuem diretamente para a recuperação clínica e para a dignidade humana.

A reportagem ressalta que mantém espaço aberto para que a direção da Casa de Caridade de Carangola apresente esclarecimentos sobre os relatos, informe se houve alteração na política de fornecimento de alimentação aos pacientes em observação, explique os motivos da eventual suspensão do serviço e detalhe quais medidas estão sendo adotadas para solucionar a situação.
A expectativa da população é de que um problema considerado simples diante da estrutura financeira da instituição seja rapidamente resolvido, evitando sofrimento adicional a pessoas que já enfrentam momentos delicados em razão de problemas de saúde.

A forma como essa questão será conduzida também poderá influenciar a percepção de gestores públicos e parlamentares quanto à continuidade do apoio financeiro destinado à instituição, reforçando a importância da transparência, do diálogo e do compromisso com a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

Espera-se que os problemas apresentados sejam sanados com a máxima urgência!

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